Filme: Homem-Formiga e a Vespa

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Depois de Vingadores: Guerra Infinita, todos ficaram se perguntando o paradeiro de Scott Lang (Paul Rudd), que não apareceu por lá. A esperança pela resposta estava no novo filme do herói, Homem-Formiga e a Vespa, desta vez dividindo o protagonismo com a sua nova parceira, Hope Van Dyne (Evangeline Lilly).

Na trama, Scott está em prisão domiciliar, uma consequência dos acontecimentos mostrados em Capitão América: Guerra Civil. Faltando apenas três dias para a sua pena acabar, ele tem um estranho sonho com Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original e mãe da Hope, que está desaparecida no mundo quântico. Scott então contata a filha e seu pai Hank Pym (Michael Douglas) e acaba sendo envolvido na nova missão deles: construir um túnel quântico para resgatar Janet.

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Dirigido por Payton Reed, o filme tem pitadas de romance, muita ação, mas é majoritariamente uma comédia. E das boas. Repetindo a dose do primeiro longa do herói, Homem-Formiga, de 2015, aqui nós vemos o Paul Rudd, que também foi um dos roteiristas, fazendo o que sabe fazer de melhor, e Michael Peña brilhando mais uma vez, arrancando gargalhadas dos espectadores. Há um cena de Peña que é bem semelhante à do outro filme, mas, sério, dessa vez ele se superou.

A vilã da trama, Fantasma (Hannah John-Kamen), até tem uma história interessante e motivações críveis, mas é uma personagem esquecível. O que até faz sentido, pois o grande objetivo dos super-heróis não é derrotar um super-vilão para salvar a humanidade, mas sim o resgate de Janet, e a inimiga é apenas uma pedra no meio do caminho, e que garante as cenas de luta do filme.

Os efeitos especiais das cenas no mundo quântico estão perfeitos e foram muito bem explorados. A primeira cena pós-crédito é indispensável. Homem-Formiga e a Vespa é um ótimo entretenimento, mantém o nível dos outros filmes da Marvel e é ainda melhor que o primeiro. Muito bom.

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Top 5: Adaptações cinematográficas da Marvel Comics

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A estreia dos personagens da Marvel no formato audiovisual foi em 1986, com a criticada animação Howard, O Super-Herói. De lá para cá, as coisas mudaram bastante. Nos anos 2000 as trilogias dos X-Men e do Homem-Aranha fizeram muito sucesso, e a partir de 2008, as adaptações de história em quadrinhos para o cinema atingiu um outro patamar, com o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Listo abaixo os meus cinco filmes favoritos da Marvel:

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5. Homem-Formiga (2015)

No filme de origem do segundo Homem-Formiga dos quadrinhos, o Dr. Hank Pym, a fim de proteger sua tecnologia, delega a Scott Lang, um ex-presidiário, um traje especial que dá o poder do encolhimento, força sobre-humana, e a capacidade de controlar um exército de formigas. O enredo bem amarrado, o humor na medida certa, e a relação entre pai e filha são os pontos fortes do longa. E uma menção especial para o protagonista Paul Rudd e o coadjuvante Michael Peña, que são uma ótima dupla cômica.

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4. X-Men: Primeira Classe (2011)

Durante a Guerra Fria, Charles Xavier e Erik Lensherr se conhecem e se tornam amigos, pois tem algo em comum: os dois são mutantes. Enquanto o mundo está a beira de um colapso devido à ameaça da guerra nuclear, eles juntam forças com outros mutantes para tentar salvar a humanidade. É muito bom ver nas telas o surgimento desse grupo de heróis tão icônicos. O elenco também é excelente, com destaque para James McAvoy, Michael Fassbander e Jennifer Lawrence.

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3. Capitão América: O Soldado Invernal (2014)

Steve Rogers está se adaptando ao mundo moderno e trabalhando na organização S.H.I.E.L.D., quando um de seus colegas é atacado. Ele se vê no meio de uma rede de intrigas, e com a ajuda de seus aliados Viúva Negra e Falcão Negro, tenta solucionar o problema e lidar com um inimigo inesperado: o Soldado Invernal. Inspirado nos melhores filmes de espionagem, o segundo longa-metragem do supersoldado acabou se tornando um dos favoritos dos fãs.

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2. Logan (2017)

O ano é 2029. Os mutantes estão entrando em extinção. Uma organização está transformando crianças mutantes em assassinas. O envelhecido Professor Xavier pede ao cansado e decadente Wolverine para proteger a todo custo a jovem Laura Kinney, que também é conhecida como X-23. Por ser um drama com elementos de faroeste e road movie, é um dos filmes mais diferentes do gênero. Foi uma despedida digna a esse personagem tão querido.

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1. Vingadores: Guerra Infinita (2018)

O grande encontro entre os super-heróis mais famosos da Marvel e o já inesquecível vilão Thanos, que foram desenvolvidos ao longo de dez anos em dezoito filmes, foi um marco para os fãs das HQs. Na história, Thanos coleta as Joias do Infinito para dizimar metade da população, pois ele acredita que essa é a única forma de devolver o equilíbrio ao universo. O protagonismo inédito de um vilão em um filme do gênero é um dos pontos fortes do longa, além dos tão esperados crossovers entre heróis, as cenas chocantes, e o desenrolar da trama. É sem dúvida a melhor obra do MCU. E não à toa, já é a quarta maior bilheteria da história do cinema.

 

 

 

 

Música: Liberation – Christina Aguilera

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A nova-iorquina Christina Aguilera lançou no último dia 15 o seu oitavo álbum de estúdio, após um hiato de seis anos. Em seu trabalho mais relevante desde Back To Basics, de 2006, a cantora parece renovada e mostra a todos que ainda é aquela artista poderosa dos anos 2000. O disco bebe de duas fontes principais, o R&B e o hip-hop, e seguindo o protocolo que todas as cantoras de pop seguem hoje em dia, há várias colaborações com rappers.

Se tratando de Aguilera, sempre podemos esperar alguns interlúdios em seus discos, e com este não é diferente. Dois desses abrem o álbum, a faixa-título “Liberation”, seguida de “Searching For Maria”. A primeira música de fato é “Maria”, que foi produzida pelo polêmico Kanye West e contém samples de Michael Jackson. Maria é também o nome do meio da artista, o que dá um significado ainda mais forte à essas músicas.

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Aparentemente, a experiência que a cantora teve como treinadora no reality show The Voice não foi muito boa, como ela canta em “Sick Of Sittin'”, a mais diferente do álbum, que adquire um som mais rock ‘n’ roll por causa da guitarra presente. “Fall In Line“, em parceria com Demi Lovato, é uma poderosa canção feminista. Em um dos trechos, ela canta “Neste mundo, você não está em dívida, você não deve a eles, seu corpo e sua alma“. A dobradinha de músicas mais sensuais vem com “Right Moves”, com uma sonoridade mais reggae, e a ótima “Like I Do“.

As baladas geralmente são as mais marcantes dos trabalhos de Aguilera, especialmente por causa da sua voz potente. Aqui temos “Deserve”, na qual ela fala sobre um relacionamento complicado, a belíssima “Twice“, em que questiona o significado da vida, e “Unless It’s With You”, uma melancólica declaração de amor. O primeiro single lançado para promover o disco, “Accelerate”, que também foi produzida por West, é inovadora – ao menos para o estilo da artista. Uma ótima canção, que gruda na cabeça, e a colaboração dos rappers Ty Dolla $ign e 2 Chainz faz toda a diferença.

Parece clichê dizer, mas é realmente um trabalho de ressurgimento e renascimento artístico. Com ele, ela avisa a todos que a diva do pop e uma das maiores vozes de sua geração está de volta, mais livre como nunca e talentosa como sempre.

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Livro: 1984, de George Orwell

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Alguns anos após a Segunda Guerra Mundial, em 1949, o escritor e jornalista inglês George Orwell – pseudônimo de Eric Arthur Blair – lançou o que seria o seu último livro: 1984. A obra se trata de uma distopia, e nela o autor aborda o totalitarismo que havia na época, especialmente na União Soviética, de uma forma assustadora e brilhante.

Na Oceânia, local onde a trama é ambientada, a sociedade se divide em três classes: Alta – composta pelo Partido Interno, que é liderado pelo Grande Irmão; Média – composta pelo Partido Externo; e Baixa – composta pelos proles, trabalhadores. Winston Smith, o protagonista, é um membro do Partido Externo e trabalha no Ministério da Verdade. Seu trabalho é reescrever artigos de jornais do passado, de modo que o registro histórico sempre esteja de acordo com a ideologia do Partido.

Ele vive uma rotina monótona, mas no íntimo, se rebela contra a sociedade totalitária e repressora em que vive. Mas apenas consigo mesmo, sem comunicar isso a outra pessoa e sem demonstrar de alguma forma. Isso porque todos os cidadãos, exceto os da Classe Alta, são vigiados 24h pelas teletelas, que funcionam como um televisor e uma câmera, exibindo a programação oficial do governo e simultaneamente filmando tudo o que acontece na sua frente. Então ele conhece Julia, uma colega de trabalho que logo se torna seu interesse amoroso secreto, afinal, relacionamentos só são permitidos entre pessoas que que foram designadas uma a outra com o único objetivo de reproduzir. E ao se envolver com Julia, ele se arrisca mais do que nunca.

A obra traz novas palavras e conceitos como socing, crime de pensamento, e a mais interessante e assustadora de todas, a novafala, que é o idioma criado pelo Partido para manipular seus cidadãos. Definindo-se como um socialista democrático, Orwell escreveu e lançou o livro como forma de alertar sobre os perigos e as perversões que já foram realizadas por governos totalitários. Um exemplo disso é o Grande Irmão, o grande líder da Oceânia, que seria a personificação de Josef Stalin.

Algo que pode incomodar durante a leitura são os enormes trechos de um livro que Winston está lendo, e que também somos obrigados a ler. Mas essa é a única reclamação, porque o autor cumpriu bem o seu objetivo, nos fazendo entender melhor como funciona a manipulação de massas, e nos deixando horrorizados com a pura maldade de certos personagens, em cenas difíceis de ler. Merece o título de clássico.

“Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando o rosto humano para sempre.”

 

Os 10 anos do Dig Out Your Soul, do Oasis

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Gem, Liam, Noel e Andy

Em algum dia do ano de 2009, quando meu hobby era ficar assistindo TV e alternando entre três canais de videoclipes, me deparei com o clipe de Falling Down, de uma banda chamada Oasis. Nessa época o meu conhecimento sobre bandas de rock era bem baixo. Gostei muito do som, depois descobri que uma amiga minha era fã deles, e ela me apresentou outras músicas dos caras. Aí alguns meses depois os irmãos Gallaghers tiveram um briga e decidiram encerrar as atividades… pois é, acontece com as melhores bandas. Mas pelo menos, musicalmente falando, eles tiveram um fim digno, com o álbum Dig Out Your Soul, lançado no dia 6 de outubro de 2008.

O disco que completa uma década esse ano e foi gravado no histórico Abbey Road Studios, faz jus à sonoridade da banda. É rock ‘n’ roll, tem guitarras, tem baladas, e a sempre presente influência dos Beatles. Mas eles também apostaram em algo mais psicodélico, o que combinou muito com a voz do principal vocalista, Liam Gallagher, e um exemplo disso é o primeiro single, The Shock Of The Lightning, uma das músicas mais poderosas do álbum.

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Liam e Noel

Noel Gallagher sempre foi o principal e melhor compositor do Oasis, vide a bela faixa Falling Down, que foi o último single lançado – sim, aquela primeira música que eu ouvi deles. E também Bag It Up, que fala sobre as experiências alucinógenas que o guitarrista e vocalista teve quando era mais jovem.

Mas aqui há também contribuições dos outros membros. O guitarrista Gem Archer escreveu To Be Where There’s Life, o baixista Andy Bell compôs The Nature Of Reality, e Liam nos presenteou com três canções: Ain’t Got Nothin’, Soldier On, e uma das baladas mais bonitas da carreira do grupo, I’m Outta Time, que tem até um sample da voz do John Lennon, e é claramente uma homenagem ao ex-beatle. O time se completa com Zak Starkey, que tocou bateria em 10 das 11 faixas.

Dig Out Your Soul recebeu algumas críticas negativas, mas foi bem recebido por maior parte dos fãs e da crítica especializada. Ele vendeu 90.000 mil cópias no Reino Unido somente no seu dia de lançamento. Que o futuro da banda era incerto, todos sabiam, devido a relação difícil dos irmãos. E então durante a turnê do álbum, eles brigaram – houve até uma guitarra quebrada no meio – e algumas semanas depois foi anunciado o fim da banda. Ironicamente, a última canção do último disco deles se chama Soldier On – que significa “continuar fazendo algo apesar da dificuldade”.

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Top 5: Filmes sobre viagem

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Horas de estrada, playlist infinita, guloseimas, imprevistos, cansaço, curiosidade, caminhadas eternas, fotos, pessoas novas… viajar é maravilhoso, e há vários filmes ótimos sobre o tema. Podendo ser o cerne da história, ou servindo apenas um pano de fundo para a narrativa, separei aqui os meus cinco longas favoritos que narram viagens inspiradoras:

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5. Amizades Improváveis (2016)

Trevor (Craig Roberts) é um jovem de 18 anos que possui distrofia muscular, mas apesar da sua condição, tem uma língua bem afiada. Sua mãe e ele acabaram de se mudar para os Estados Unidos, e ela contrata um cuidador para o seu filho: Ben (Paul Rudd), um escritor que mudou de profissão após uma tragédia pessoal. Para mudar um pouco a rotina de Trevor, que passa o dia em casa assistindo TV, eles partem numa viagem de carro para conhecer alguns lugares inusitados, como “o maior poço do mundo”. É uma comédia dramática que diverte e emociona, daquelas que ao terminar de assistir, ficamos com um sorriso bobo no rosto, e mais esperançoso.

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4. Vicky Cristina Barcelona (2008)

Neste filme, as amigas americanas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) decidem passar as férias em Barcelona e lá conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que as convida para ir à cidade de Oviedo. O triângulo amoroso se complica ainda mais com o retorno da ex-mulher dele, a também pintora Maria Elena (Penélope Cruz). Esta última, inclusive, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Romances de verão, muita arte, elenco maravilhoso, e os belos cenários da Espanha. Não tinha como dar errado.

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3. Pequena Miss Sunshine (2006)

O sonho de Olive (Abigail Breslin) é participar do concurso Pequena Miss Sunshine, e quando ela é classificada, toda a sua família a leva numa viagem de carro do Novo México, onde eles moram, até a Califórnia, lugar em que acontece o evento. A viagem é só um pano de fundo para desenvolver personagens interessantíssimos e problemáticos, mas que são acima de tudo uma família. A comédia dramática levou dois Oscars: melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante, para Alan Arkin.

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2. Up – Altas Aventuras (2009)

Carl Fredericksen é um viúvo de 78 anos que está prestes a perder a sua casa para uma empresa que quer construir um edifício no terreno. Após um incidente, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar isso, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela voe, e vai em direção à América do Sul, um lugar onde ele e sua falecida esposa sempre desejaram morar. Só que depois de um tempo ele percebe um intruso: o escoteiro Russell, de apenas 8 anos. É um filme bem divertido, e muito emocionante, como é característico dos filmes da Pixar. Levou a estatueta dourada de melhor filme de animação e melhor trilha sonora.

 

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1. Na Natureza Selvagem (2007)

Baseado no livro de Jon Krakauer, Na Natureza Selvagem conta a história de Christopher McCandless, um jovem de 22 anos que, ao se formar, doa seu dinheiro para a caridade e sai de casa sem avisar a ninguém. Decidido a viver uma vida sem materialismo, ele parte numa viagem sem rumo pelos Estados Unidos, onde conhece pessoas que o marcam, mas nunca fica muito tempo num mesmo lugar. Até que ele decide ir de vez para o Alasca, viver em meio à natureza e longe da sociedade. É uma aventura e ao mesmo tempo um drama com uma mensagem linda, uma bela fotografia, e a trilha sonora do Eddie Vedder, que é a cereja do bolo.

 

 

Música: Tranquility Base Hotel & Casino – Arctic Monkeys

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O novo lançamento da banda inglesa foi muito elogiado por grande parte da crítica e dividiu a opinião dos fãs. Isso aconteceu principalmente pela mudança de sonoridade deles, que substituíram as características guitarras pelo piano, e flertaram com o jazz, o que pegou muitos de surpresa. Mas é visível o amadurecimento das músicas e dos seus criadores, em especial o vocalista Alex Turner, que foi responsável por grande parte das composições – o álbum iria ser, inicialmente, um trabalho solo seu.

Ambientada num imaginário hotel na lua, chamado Tranquility Base, a obra tem letras que falam sobre assuntos diversos, sempre com um pouco de humor. The Strokes e Blade Runner são citados na música de abertura Star Treatment, e em American Sports ele fala sobra fazer videochamadas com Deus semanalmente. Ficção científica e o nosso relacionamento com a tecnologia são temas abordados em canções como Science Fiction e Batphone.

Em Four Out Of Five, há uma espécie de propaganda do hotel lunar, onde ele cita o nome de uma das maiores crateras da lua: “lugares fofos surgem a toda hora ao redor de Clavius“, e ainda faz uma brincadeira com os críticos e suas notas. “Não é como você tivesse uma história ou algo assim, tentando ser legal” canta Turner em She Looks Like Fun, que fala sobre a cultura das redes sociais. Já na melancólica The Ultracheese, ele fala sobre a solidão dos dias de hoje: “Me assusto com uma batida na porta quando não esperava. Isso não fazia parte da graça, em um tempo antigo?

Parece que o piano que o vocalista ganhou no seu aniversário de trinta anos foi muito bem aproveitado. É um disco muito bom, que tem uma ótima mistura de clima futurista com vintage. As músicas são agradáveis, e como uma obra completa, com uma narrativa, funcionam muito bem em conjunto.

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