Filme: Querido Menino

O diretor belga Felix Van Groeningen, que já possuía cinco filmes na bagagem, fez sua estreia hollywoodiana em 2018 com Querido Menino. O longa é baseado nos livros de memórias Beautiful Boy: A Father’s Journey Through His Son’s Addiction, de David Sheff, e Tweak: Growing Up on Methamphetamines, de Nic Sheff. A história fala sobre um filho que é viciado em drogas, e em como o pai busca entender o problema dele e ajudá-lo.

O jovem é um aspirante a escritor que desde meados da sua adolescência começa a usar entorpecentes, a princípio álcool e maconha, e depois substâncias mais fortes como cocaína e metanfetamina. Seu pai, um jornalista, ao descobrir a situação em que o filho se encontra, usa da sua vocação para pesquisar e tentar arrumar uma solução, continuando sempre sendo um pai presente e parceiro.

O drama aborda muito bem a relação fraternal entre os personagens e é eficaz na mensagem que passa sobre dependência química, não demonizando o dependente, e mostra esse problema com a sensibilidade necessária. As atuações de Steve Carell e Timothée Chalamet, que formam a dupla de protagonistas, são o destaque do filme. Eles estão totalmente entregues aos seus personagens e conseguem transmitir de forma precisa todo o sofrimento deles, principalmente Chalamet, já que o seu personagem exige mais isso dele.

Conduzido por uma excelente trilha sonora, que tem nomes como Nirvana, David Bowie e John Lennon, o longa-metragem possui um roteiro bem redondo, uma fotografia dentro do padrão, e uma montagem que até se destaca em alguns momentos. Não é um filme que vai ficar marcado, nem que desperte no espectador a vontade de revê-lo, especialmente por causa da carga emocional (negativa) presente. Mas as interpretações é o que de fato eleva a qualidade da obra, que no final das contas merece sim ser vista, nem que seja uma única vez, pois a temática do vício em drogas traz lições importantes, especialmente nesses últimos tempos, em que um dependente químico é motivo de chacota nacional.

4/5

Top 5: Discos de rock dos anos 70 (internacional)

Sex Pistols. Foto: Michael Ochs.

A década de 70, além de ser considerada como os anos mais loucos, teve ótimos e importantes discos de rock lançados, afinal, nem só de disco music viveram as pessoas da época, que foi também marcada pelo surgimento do movimento punk, a carreira solo dos quatro Beatles, e o auge do movimento hippie. Listei aqui os meus cinco discos internacionais, de rock, favoritos dos anos 70. Coincidentemente, todos são britânicos (se você contar com a origem dos fundadores do AC/DC):

Jazz – Queen (1978)

O sétimo álbum de estúdio do quarteto britânico é o menos vendido da
história da banda e recebeu críticas mistas na época de seu lançamento. Apesar disso, pode-se dizer que Jazz foi um dos discos que melhor envelheceu ao longo dos anos e caiu no gosto do público, sendo hoje até favorito de muitos fãs. Afinal, como não gostar e se empolgar com músicas como “Mustapha”, “If You Can’t Beat Them”, e a melhor de todas, “Don’t Stop Me Now”?

Imagine – John Lennon (1971)

Em seu segundo trabalho solo depois do fim dos Beatles, John Lennon traz em Imagine, além da faixa-título que tornou-se o seu maior sucesso, um apunhado de belas canções que compôs e produziu ao lado de sua esposa e parceira musical Yoko Ono. Entre elas, uma música que foi originalmente gravada com sua antiga banda, uma indireta a Paul McCartney e, é claro, declarações de amor a sua amada. Destaco aqui “Imagine”, “Crippled Inside”, e “Jealous Guy”.

High Voltage – AC/DC (1976)

O primeiro lançamento mundial da banda australiana é um disco e tanto. Com as guitarras inconfundíveis dos irmãos Young, a potente voz de Bon Scott, e letras que falam sobre mulheres, sexo e rock ‘n’ roll, o álbum é cru, divertido e eletrizante. A mistura perfeita do hard rock e do blues. Apesar das críticas mistas que recebeu na época, é um dos trabalhos mais emblemáticos da banda. As melhores músicas são “It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll)”, “Live Wire” e “T.N.T.”.

Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols – Sex Pistols (1977)

A banda punk de Londres conseguiu realizar a proeza de, com um único álbum de estúdio em sua carreira, se consolidar como uma das mais influentes do gênero. O disco volta e meia aparece em listas de revistas e sites de música e ainda hoje mexe com a cabeça (e o coração) dos apreciadores do punk rock. Nele há músicas icônicas como “God Save the Queen”, “Bodies”, e “Anarchy in the UK”.

Led Zeppelin IV – Led Zeppelin (1971)

Provavelmente a primeira banda que todos lembram ao falar-se do rock setentista, o quarto trabalho de estúdio de Jimmy Page e companhia, que na realidade nem tem um título oficial, é um dos mais marcantes para os fãs, além de ser sempre lembrado nas listas de melhores discos. Contém oito ótimas faixas, entre elas a grande balada “Stairway To Heaven”, “Misty Mountain Hop”, na qual o título faz referência à obra de Tolkien, e a que teve Joni Mitchell como fonte de inspiração, “Going To California”.

Álbum: thank u, next – Ariana Grande

Apenas seis meses após seu último álbum, Sweetener, a cantora Ariana Grande lançou seu novo trabalho: thank u, next. Assim como o antecessor, ele nasceu após alguns acontecimentos traumáticos na vida da artista. Ela até declarou em uma entrevista que produzir este disco “meio que salvou a minha vida“. O trabalho é novamente uma mistura dos gêneros pop, R&B e hip-hop, e a identidade visual é semelhante ao seu álbum de 2018, como a fotografia de cabeça pra baixo na capa, e os títulos em letras minúsculas.

Uma batida trap dá início a primeira música, “imagine”, algo que Grande já introduziu em sua sonoridade anteriormente, e que vai praticamente guiar o resto do disco. A ótima “needy” surpreende com uma base sonora meio distorcida, sendo a música que mais se destaca justamente por ser tão diferente das outras, e na sequência a cantora canta sobre precisar de espaço em uma relação, na irônica “NASA”.

Foto: Craig McDean

Não quero você na minha linhagem sanguínea, apenas quero me divertir” diz o refrão de “bloodline”, uma canção animada que possui muitos instrumentos de sopro e uma leve influência do reggae. “fake smile” é melancólica e dolorosamente sincera, e onde ela claramente fala sobre como foram os seus últimos meses, em trechos como “alguém pode me acompanhar até o carro? se eu for sozinha, não chegarei muito longe“. A provocativa “bad idea” é boa, mas a cereja do bolo está no final dela, com uma batida que não passa despercebida por ninguém.

A curta “make up” não é uma canção memorável, mas o mesmo não podemos dizer de “ghostin”, uma bela e triste balada sobre o seu falecido ex-namorado, o rapper Mac Miller. Após “in my head”, a mais esquecível de todas, vem uma das melhores do disco: “7 rings”. Com uma letra ostentativa (“eu vejo, eu gosto, eu quero, eu tenho“), Ariana faz sua maior aproximação com o hip-hop ao de fato cantar um rap. Na faixa-título, que foi também o primeiro single, a cantora dá um recado aos seus ex-namorados e ainda levanta um discurso de empoderamento, e o álbum fecha muito bem com a divertida e provocativa “break up with your girlfriend, i’m bored”.

O quinto trabalho de estúdio da norte-americana, além de superar as expectativas, veio para mostrar porque ela é uma das artistas da música mais relevantes da sua geração, e mais uma vez reafirmar todo o seu talento.

4,5/5

Série: Boneca Russa

O tempo é sempre um tema recorrente em produções cinematográficas, e também um dos mais interessantes, levantando questões existenciais e abrindo um leque de possibilidades para explicar a vida. Nesta nova série da Netflix, vamos acompanhar Nadia Vulvokov, uma engenheira de software, que morre e revive constantemente a sua festa de aniversário de 36 anos. Presa em um loop temporal, ela tenta entender o porquê isso está acontecendo, e como solucionar este problema.

Durante este processo, conhecemos a vida, a história, e as pessoas da vida desta mulher independente e difícil. O ótimo título resume bem do que se trata a trama. A cada episódio, vemos uma nova camada de Nadia, e aos poucos entendemos algumas de suas atitudes, do seu jeito mais solitário, e de seus traumas. Posteriormente ela também conhece e conta com a ajuda de Alan (Charlie Barnett), um rapaz bem diferente dela, mas que está na mesma situação irritante.

Ambientado na cidade de Nova York, a história direciona para questões da psique humana, sobre enfrentar o seus demônios e sobre como mudanças são importantes, para tentar ser uma pessoa melhor para si próprio e para os outros.

Protagonizado por Natasha Lyonne (que também é criadora da série, junto com Amy Poehler e Leslye Headland), e com uma excelente trilha sonora, os oito episódios são muito bem dosados entre comédia e drama. Apesar de ficar repetindo sempre o mesmo dia, a série não se torna arrastada e prende bem o espectador, deixando sempre algumas pistas para cada um criar sua própria teoria.

O final surpreende, mas não explica tudo. É do tipo que deixa aberto para várias suposições, além de gerar reflexões. Isso, a meu ver, foi positivo (e vai perder um pouco de valor se houver uma possível segunda temporada). É um seriado rápido, intenso e cativante. Uma ótima pedida.

4/5

Filme: Feministas – O Que Elas Estavam Pensando?

Foto: Maria Karras

Dirigido por Johanna Demetrakas e distribuído pelo serviço de streaming Netflix, Feministas: O Que Elas Estavam Pensando? é um documentário norte-americano que conta a história de algumas mulheres, de como elas se perceberam capaz de questionar e bater de frente com o que a sociedade machista induzia elas a acreditarem desde a sua infância, e como o feminismo ajudou elas a tomarem as rédeas de suas vidas e serem elas mesmas.

O filme não é sobre o movimento feminista, a sua história, primeira e segunda onda, etc. É sobre essas mulheres. O ponto de partida da narrativa é um livro de fotografias da década de 70, Emergence, em que a fotógrafa Cynthia MacAdams retrata mulheres e como elas se manifestam através de seus corpos. E são essas personagens que compõem a maioria das entrevistadas e que protagonizam o documentário, entre elas nomes conhecidos como Jane Fonda, Lily Tomlin e Michelle Phillips.

Lesbianidade e racismo são temas abordados, além da revolução e expressão através da arte, já que muitas aqui são artistas, poetas, musicistas, atrizes e fotógrafas. Elas também relatam como às vezes tem dificuldade em se denominarem feministas, pois muitos tem uma visão distorcida da palavra, e as identificam como “odiadora de homens” (até quando?)

Junto com entrevistas e imagens de arquivo (pessoal e histórico), é mostrado um pouco da Women’s March, protesto contra o presidente Donald Trump ocorrido em 2017, que teve em sua maioria mulheres protestando contra falas misóginas do líder do país, além de defenderem pautas como direitos LGBTQ+, igualdade racial e de gênero, reforma do sistema de saúde, entre outros.

Ao avaliarem o quanto as coisas melhoraram nas últimas décadas, também mostram que ainda há muito a se fazer e mudar, e que a luta das mulheres para serem respeitadas, serem donas de si próprias, e da igualdade social e política entre os gêneros ainda não acabou. Documentários como esse são importantes para entender e se aprofundar ainda mais nessas questões sociais.

4/5

Álbum: Kerplunk! – Green Day

Foto: Catherine McGann

O trio californiano Green Day lançou seu segundo álbum de estúdio no dia 17 de dezembro de 1991. O disco tem uma sonoridade simples, mas não por isso é de baixo nível. Com músicas punk de três acordes, uma gravação mais crua, e letras que relatam bem a então juventude vivida pelos três integrantes, no alto dos seus vinte anos; em especial Billie Joe Armstrong, o vocalista, guitarrista e principal letrista, podendo assim também ser considerado o líder da banda. Kerplunk! é também o primeiro trabalho que conta com o alemão Tré Cool na bateria, posição que ocupa até hoje no grupo.

O disco abre com “2000 Light Years Away”, uma pegajosa canção escrita para a então namorada (hoje esposa) de Armstrong, Adrienne. Ela é novamente o tema mais adiante, em “80” cujo título faz alusão ao seu apelido (Adie). “Querida mãe, você pode me ouvir choramingar?“; assim começa a clássica “Welcome To Paradise”, música com uma ótima linha de baixo de Mike Dirnt, e que fez bastante sucesso com a sua regravação para o álbum seguinte, Dookie.

Foto: Murray Bowles

O tédio e a angústia juvenil são abordados em canções como “Christie Road” e na balada “No One Knows”; e a divertida “Dominated Love Slave” tem uma pegada meio country que ficou ainda melhor na voz anasalada de Tré, que foi quem a compôs. Há ainda referência ao livro O Apanhador No Campo De Centeio em “Who Wrote Holden Caulfield?”. A versão original, em vinil, contém 12 faixas, mas as versões em CD, cassete e digital possuem quatro faixas bônus. Elas fazem parte do EP Sweet Children lançado em 1990, tendo portanto o antigo baterista tocando nestas músicas: John ‘Al Sobrante’ Kiffmeyer, que também foi responsável pela produção do Kerplunk!. A ótima cover de “My Generation”, do The Who, é que fecha o álbum.

O trabalho que antecedeu o grande sucesso do Green Day é repleto de canções rápidas, furiosas, divertidas e descompromissadas. São só três amigos fazendo um som maneiro na garagem de alguém. O que mais chama atenção é a qualidade das letras de Billie Joe, que já mostrava seu talento com a composição. Se você gosta de música punk, dos anos 90, e se interessa em conhecer mais da banda além dos grandes hits, vale muito a pena escutá-lo.

3,5/5

Top 10: Álbuns favoritos de 2018

Final de ano, e a internet pipoca listas de melhores do ano para todos os lados, e eu, como boa fã de listas que sou (de fazer e de ler), não pude deixar de elaborar a minha de melhores álbuns do ano. Esta página é um blog, não um site especializado em música, e por isso essa lista é baseada totalmente no meu gosto pessoal. Não tem nenhum álbum de hip-hop aqui, sinto informar. Mas tem rock, pop, MPB, eletrônica, alternativa, folk… enfim, estes são os meus favoritos do ano de 2018:

10. Tranquility Base Hotel & Casino – Arctic Monkeys

O sexto álbum de estúdio da banda britânica foi um dos que mais deram o que falar (para o bem ou para o mal). Isso porque o novo trabalho dos caras trouxe uma sonoridade completamente diferente do indie rock que eles sempre fizeram. Aqui está repleto de arranjos musicais feitos no piano e contém influências de jazz. Além disso, é um disco conceitual, com um quê futurista e se passa num hotel e cassino (como bem diz o título) na lua. É daqueles “ame ou odeie”. Eu estou do lado dos que amaram. 

Destaques:” Tranquility Base Hotel & Casino”, “Four Out of Five”, “She Looks Like Fun”.

9. Francis Trouble – Albert Hammond, Jr.

O californiano Albert Hammond, Jr. lançou seu quarto álbum de estúdio, sendo este o mais pessoal de sua carreira. O título refere-se a seu irmão gêmeo, Francis, que morreu ainda no ventre de sua mãe, enquanto Albert se desenvolvia. Apesar da história pesada, que é também abordada em algumas letras, o disco é em sua maioria bem animado, cheio de riffs de guitarras e momentos que lembra muito o seu outro projeto musical, The Strokes, pelo qual é mais conhecido.

Destaques: “Far Away Truths”, “Muted Beatings”, “Harder, Harder, Harder”.

8. Isolation – Kali Uchis

Com uma mistura de ritmos, o disco de estreia da colombiana/americana Kali Uchis recebeu inúmeros elogios da crítica especializada e é sem dúvidas um dos melhores álbuns pop do ano. Pop, R&B, hip-hop, raggeaton, tudo isso está presente neste trabalho, que também contém participação de vários artista, entre eles Jorja Smith, Tyler, The Creator, e Reykon, com quem canta a única canção em espanhol do disco.

Destaques: “Flight 22”, “Your Teeth In My Neck”, “Dead To Me”.

7. Treehouse – Sofi Tukker

Após lançar vários singles e um EP, a dupla de Nova York composta por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern lançou seu primeiro álbum este ano. Ele tem uma pegada tropical, é super animado, e as 10 faixas compõem um disco cheio de batidas dançantes. Cantado em inglês e português, Treehouse foi indicado à categoria de melhor álbum de música eletrônica do Grammy 2019. 

Destaques: “Energia”, “Benadryl”, “My Body Hurts”.

6. Sinto Muito – Duda Beat

A cena independente só cresce com o passar do tempo, nos apresentando excelentes artistas. Uma das grandes revelações da música brasileira deste ano foi a pernambucana Duda Beat, que com seu sotaque puxado, canta sobre paixões, dor de cotovelo, e amor próprio em músicas regadas com uma melodia pop. Sinto Muito é o trabalho de estreia da cantora, e um dos mais comentados (positivamente) de 2018. 

Destaques: “Bédi Beat”, “Bixinho”, “Bolo de Rolo”.

5. Camila – Camila Cabello

Depois de quatro anos no grupo Fifth Harmony, a cubana-americana partiu para a carreira solo de vez, e em grande estilo. Camila, que é um disco pop com influências de R&B e de música latina, foi um sucesso completo, não só de vendas, mas também de crítica. O álbum ainda foi indicado na categoria de melhor álbum pop vocal do próximo Grammy. Ah, e a cantora tem apenas vinte e um anos de idade.

Destaques: “Never Be The Same”, “She Loves Control”, “Real Friends”.

4. Precariado – Wado

No décimo álbum de estúdio de sua carreira, o catarinense radicado em Maceió traz o melhor da MPB e do samba, em um trabalho com muitas participações especiais, como Teago Oliveira, Morfina e Kassin. Com uma sensibilidade característica, e críticas sociais, as onze faixas do disco produzido de forma independente nos faz dançar, pensar, e ainda termina de uma forma otimista, com um ótimo encerramento.

Destaques: “Janelas”, “Correntes Comprimidas”, “Força”.

3. No Shame – Lily Allen

Foi com este álbum que a britânica Lily Allen deu a volta por cima, tanto musicalmente quanto pessoalmente, após um período difícil com um disco anterior mal-sucedido e vários episódios ruins em sua vida pessoal. Aqui ela colocou para fora todos o demônios, o que deu uma veracidade única para suas canções, e gerou algumas de suas músicas mais tristes e belas. Mas a obra não deixa de lado o pop que consagrou a cantora. Aqui ela conseguiu provar que ainda é sim uma artista relevante.

Destaques: “Trigger Bang”, “Family Man”, “Everything to Feel Something”.

2. >>> – Beak>

Com uma música eletrônica alternativa, o trio britânico lançou seu terceiro trabalho de estúdio, um dos mais interessantes do ano. Ao longo de dez faixas, há canções que duram pouco mais de dois minutos, enquanto a mais longa chega a mais de sete minutos. Em nenhum momento o álbum se torna cansativo ou repetitivo, somos sempre surpreendidos pela criatividade sonora, apesar de sua simplicidade. É um disco hipnotizante.

Destaques: “Brean Down”, “Harvester”, “Allé Sauvage”.

1. God’s Favorite Costumer – Father John Misty

Além de ter sido meu álbum favorito, God’s Favorite Costumer tem também a minha capa preferida do ano. Melancólico, o quarto disco da nova fase de Josh Tillman pode ser também classificado como folk, soft rock, ou pop alternativo. Father John Misty canta, com sua bela voz, sobre conflitos pessoais, depressão, e ainda faz declarações de amor, com o piano sendo o instrumento base das canções. Uma obra autobiogáfica, e da melhor qualidade.

Destaques: “Hangout at the Gallows”, “Mr. Tillman”, “God’s Favorite Costumer”.