Série: The Handmaid’s Tale (1ª temporada)

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O maior sucesso do serviço de streaming Hulu (que infelizmente, ainda não está disponível no Brasil), é esta adaptação do romance distópico O Conto da Aia, da autora canadense Margaret Atwood. Na série, os Estados Unidos sofre um golpe de Estado, se torna um teonomia totalitária, e é agora chamado de República de Gileade. Os novos governantes não tardam em tirar os direitos das mulheres, proibindo-as, por exemplo, de trabalhar e até de ler.

Paralelo a isso, há uma onda de infertilidade no país, o que faz com que as poucas mulheres férteis sejam perseguidas, capturadas e designadas para as casas da elite governante. Todo mês durante seu período fértil, elas são submetidas à “Cerimônia”, que nada mais é do que um estupro ritualizado com o objetivo da aia engravidar e ter filhos para seus mestres e suas respectivas esposas.

A história é contada pelo ponto de vista da June (ou Offred, como é chamada agora). Ela é a aia da casa do Comandante Waterford e sua esposa Serena. Ela vive de um modo totalmente reclusivo, e a sua única esperança é a de reencontrar a sua filha. Durante os episódios há vários flashbacks mostrando como era a vida de June antes com seu marido e sua filha, e quando tudo começou a mudar.

Handmaid's tale

Apesar de ao assistir, termos sempre a impressão de que é uma história de época, a trilha sonora nos dá o lembrete de que não, isso está acontecendo nos dias atuais. Uma trilha sonora muito boa, diga-se de passagem: tem Nina Simone e Tom Petty. A fotografia é outra maravilha dessa série, as cores usadas são sempre frias, reforçando o aspecto sombrio e triste, e a cor que mais se destaca é justamente a das vestes das servas, que são vermelhas.

A protagonista Elizabeth Moss está impecável como Offred/June. Devido ao estilo de vida que a personagem leva, ás vezes ela não pode se expressar muito verbalmente, então temos que ler a sua expressão facial para entender o que ela está sentindo – apesar de ter algumas narrações dos pensamentos de June – e a atriz mandou muito bem nisso.

É uma série pesada, em que às vezes é difícil de assistir, principalmente se pensarmos que em alguns lugares, hoje me dia, é quase essa a realidade. E por isso que ela é importante. Para pensarmos sobre e abrir os olhos para coisas que ainda hoje, infelizmente, precisam ser discutidas.

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