Filme: Bohemian Rhapsody

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A tão aguardada cinebiografia do Freddie Mercury chegou aos cinemas brasileiros no dia 1º de novembro, uma semana depois do lançamento original no Reino Unido. O longa conta a trajetória do vocalista do Queen desde quando ele entrou na banda em 1970, até o histórico show no Live Aid, em 1985.

Com direção de Bryan Singer, o filme aborda alguns dos momentos mais marcantes da carreira e da vida pessoal do artista, como alguns de seus relacionamentos amorosos, a criação de canções como “We Will Rock You” e a que dá título a obra, “Bohemian Rhapsody”, e a descoberta de que contraiu o vírus da AIDS. Mas, infelizmente, o diretor tomou algumas liberdades criativas e mexeu na cronologia da história, algo que não vai passar despercebido pelos fãs mais ferrenhos, como por exemplo, a apresentação no Rio, que deu origem àquela bela versão de “Love Of My Life”. Isto aconteceu em 85, mas no filme dá a entender que ocorreu nos anos 70, por causa do visual de Freddie (ainda com cabelo grande e sem bigode).

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Apesar disso, o longa tem muitos pontos positivos. Todo o elenco está muito bem, mas o destaque é Rami Malek, que dá vida ao dono da história com maestria. A fotografia está muito boa, com belos planos, e bem reproduzidos. Mas o melhor de tudo, é claro, é escutar os clássicos do Queen no som do cinema. É uma cinebiografia convencional? É, mas não é em nenhum momento entediante, afinal, é uma história e tanto a que temos aqui, mesmo com todas as mudanças feitas.

Algo que faz falta é ver mais aprofundamento em fatos sobre ele que é de conhecimento público, como a vida cheia de excessos que levava. Mas é compreensível, pois não dá para abordar todos os acontecimentos da vida de uma pessoa como ele em um filme de duas horas e quinze minutos, e cenas mais pesadas afastaria um o público mais jovem.

O encerramento é excepcional. Eles recriaram quase que identicamente o show do Live Aid, mostrando-o praticamente na íntegra. Para melhorar a experiência, recomendo relevar um pouco aquela plateia em CGI. A última canção que eles tocam, “We Are The Champion”s, é de fazer chorar mesmo, e os créditos sobem ao som de “Don’t Stop Me Now”, música que representa muito bem o grande artista, cantor e frontman que foi Freddie Mercury.

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3,5/5

Um comentário sobre “Filme: Bohemian Rhapsody

  1. Também gostei muito do filme.
    Por acaso não sabia destes pormenores das cronologias do concerto no Rio. É uma falha pequena num bom filme.
    Escrevi no meu blogue a minha opinião, dê uma vista de olhos por lá. 🙂

    Curtido por 1 pessoa

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