Série: The Handmaid’s Tale (2ª temporada)

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Quando foi anunciada a segunda temporada da série, isso gerou curiosidade e receio entre os telespectadores, pois a primeira temporada já havia adaptado todo o conteúdo do livro que deu-lhe origem, O Conto da Aia, e isso significaria que o seriado agora andava com seus próprios pés.

Já no primeiro episódio podemos ver que a série mantém a qualidade, tanto técnica quanto narrativa, e o peso dos assuntos retratados na história, como o feminismo. A primeira metade é um pouco arrastada, talvez propositalmente, fazendo uma relação com o estado psicológico da protagonista June Osborn (Elizabeth Moss), mas depois o ritmo aumenta. A montanha-russa de emoções é constante, alternando entre medo, angústia, esperança e raiva.

Aqui vamos acompanhar June, em Gilead, durante todo o final da sua gravidez até os primeiros dias do bebê. Paralelo a isso, vemos pela primeira vez as Colônias, aonde estão as “não-mulheres”, aquelas que são indesejadas pela sociedade: aias que não reproduzem ou que não obedecem à lei, esposas que traem seus maridos e freiras inférteis. Moira (Samira Wiley) e Luke (O. T. Fagbenle), que estão no Canadá, não são deixados de lado, e os flashbacks continuam mostrando a vida de June, seu marido e sua filha Hannah antes de eles se desencontrarem.

Entre os novos personagens, a mais interessante é Holly Maddox (Cherry Jones), a mãe de June, que é mostrada também em alguns flashbacks retratando a complicada relação de mãe e filha. Isso rende um dos episódios mais bonitos da série, que é o 11º, chamado “Holly”.

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Serena Waterford (Yvonne Strahovski) começa a entrar em conflito e ter ações contraditórias que às vezes nos faz amá-la, para logo depois odiá-la novamente. Mas a sua relação de cumplicidade e desprezo com June é explorada durante toda a temporada, deixando cada vez mais explícito toda a complexidade da personagem Serena. Algumas cenas mostram o passado dela com seu marido Fred (Joseph Fiennes), e como eles contribuíram com o surgimento de Gilead.

É muito bom ver que algumas aias estão se rebelando aos poucos, cada uma de seu jeito. Para exemplicar, há uma cena muito boa em que elas estão todas fazendo compras e a protagonista reencontra uma amiga e finalmente diz seu próprio nome (algo que é proibido para elas) e gera uma onda de cumplicidade entre todas.

As atuações são um dos grandes destaques. Moss consegue transmitir emoções intensas sem falar uma palavra, e Ann Dowd e Alexis Bledel, que interpretam Tia Lydia e Emily, respectivamente, também não deixam a desejar. As três, inclusive, levaram cada uma um prêmio Emmy pela temporada passada e este ano foram novamente indicadas.

O final do seriado incomodou a algumas pessoas, e a outras nem tanto. Confesso que eu fui uma das que fiquei decepcionada (talvez com raiva seja a palavra certa), por motivos que, se eu falar, vai estragar a experiência de quem ainda não assistiu. Mas isso com certeza não estragou toda a temporada, que foi sim muito boa. Agora é aguardar para que façam jus ao que aconteceu na próxima temporada, que estreia próximo ano.

Você pode ler a resenha da primeira temporada aqui.

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Top 5: Discos de rock dos anos 2000 (internacional)

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Arctic Monkeys

O gênero do rock durante a década de 2000 foi marcado pelo indie e pelo emocore. Nessa época também surgiram bandas incríveis fazendo um som contagiante, como Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, e The Strokes (essa última chegou a receber slogan de “salvação do rock”). Enquanto outros grupos já consagrados lançaram um dos melhores trabalhos da carreira, como é o caso do Green Day e do Radiohead. Pensando nisso, listei abaixo os meus cinco discos (internacionais) de rock favoritos lançados entre os anos 2000 e 2009.

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5. You Could Have It So Much Better – Franz Ferdinand

O segundo álbum de estúdio dos britânicos Franz Ferdinand, de 2005, é um rock com batidas dançantes e riffs marcantes. Lançado pouco mais de um ano depois do bem-sucedido disco de estreia deles, You Could Have It So Much Better é ainda melhor que o primeiro. Curiosamente, este é o trabalho que o vocalista Alex Kapranos menos gosta – leia aqui a entrevista -. Não que ele o odeie, é claro. Além do grande hit “Do You Want To“, o álbum também contém as ótimas “The Fallen“, “You’re The Reason I’m Leaving”, e a faixa-título.

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4. A Rush of Blood to the Head – Coldplay

Mais um segundo álbum de uma banda britânica. O Coldplay lançou em 2002 o A Rush of Blood to the Head, um disco com uma atmosfera mais intimista, onde o piano e a guitarra são predominantes nas canções. Com sucessos como “Clocks” e “In My Place“, a obra trouxe três Grammys para o grupo. É o melhor trabalho da banda, na época em que ainda podíamos dizer que o Coldplay era uma banda de rock. Outras músicas que se destacam são “God Put A Smile Upon Your Face”, “The Scientist“, e “Amsterdam”.

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3. The Black Parade – My Chemical Romance

O grande representante do emo, movimento que foi muito forte na década passada, é a banda americana My Chemical Romance. The Black Parade, o terceiro álbum de estúdio, foi lançado em 2006 e é uma ópera-rock sobre um personagem, chamado de “O Paciente”, que está à beira da morte. O disco mescla canções mais energéticas com outras mais sombias, sempre com riffs de guitarra raivosos. As minhas favoritas são “Dead!“, “Welcome To The Black Parade“, “Mama” e “Teenagers“.

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2. Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not – Arctic Monkeys

A banda inglesa Arctic Monkeys já tinha uma certa popularidade na internet e entre o público indie, mas só em 2006, quando lançou seu disco de estreia Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, foi que estourou no mundo. Com um som cheio de guitarras, batidas dançantes, e letras sobre a juventude no interior da Inglaterra, o álbum foi o pontapé inicial responsável por colocar a banda como uma das mais influentes do rock atualmente. As minhas músicas favoritas são “Fake Tales Of San Francisco“, “Dancing Shoes”, Mardy Bum”, e “When The Sun Goes Down“.

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1. American Idiot – Green Day

Depois de um disco de recepção morna e de outro que teve todas as suas gravações roubadas, o trio punk californiano resolveu gravar uma ópera-rock sobre um anti-herói adolescente de classe média baixa, e todo o cenário político e social dos Estados Unidos. Lançado em 2004, é definitivamente o álbum mais politizado da banda, no qual faz críticas à Guerra do Iraque e ao então presidente George W. Bush. American Idiot tem dois Grammys e rendeu até um musical na Broadway. Destaco aqui a faixa-título, “Jesus of Suburbia“, “Holiday“, e “Whatsername”.

 

Filme: Todo Dia

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Um dos candidato à fenômeno adolescente no cinema esse ano é a adaptação do livro de David Levithan, Todo Dia. Na trama, conhecemos A, uma alma misteriosa que acorda em um corpo diferente todos os dias. Sempre alguém da mesma faixa etária, nunca duas vezes a mesma pessoa. Uma dia, ao habitar o corpo de Justin (Justice Smith), A conhece a namorada dele, Rhiannon (Angourie Rice), por quem se apaixona. No decorrer do tempo, eles vão fazer o que for possível para se encontrarem diariamente, independente da etnia, gênero e biotipo que A possui no momento.

Assim como a maioria dos filmes do gênero, este também possui alguns clichês, como a protagonista se apaixonar por um ser sobrenatural, ter problemas familiares, se afastar da melhor amiga por causa do novo namorado, entre outros. Mas pelo menos boa parte do elenco é de fato adolescente e tem uma idade próxima a de seu respectivo personagem, o que deixa as coisas um pouco mais críveis.

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A premissa é interessante, mas o resultado nem tanto. Faltou o aprofundamento do que poderia ser o mais interessante do filme: quem é A, um espírito? Um extraterrestre? Algo que nem sabemos o nome ainda? E porquê ele(a) é assim? Existem outros como ele(a)?

Mas a obra abraçou mais seu lado romance e drama, do que seu lado fantasia. Eu não cheguei a ler o livro que originou a história, então não posso dizer se é culpa do roteirista ou do autor (mas acredito que seja do autor).

É aquela coisa, né: eu não sou o público-alvo, e sim os adolescentes. Se quiser assistir algo diferente, sem nenhuma pretensão, este longa vai sim te entreter. Ele é divertido e leve, mas tem seus momentos mais dramáticos também. Tem uma boa trilha sonora, e uma música que marca muito a primeira metade do filme – adoro quando fazem isso -, que é a ótima “This Is The Day”, da banda The The. Mas é o tipo de filme que eu não tenho vontade de rever.

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Música: High As Hope – Florence + The Machine

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O quarto álbum de estúdio da banda inglesa Florence + The Machine, lançado em 29 de junho, mantém o clima quase religioso característico da banda mas de uma forma mais intimista. A vocalista Florence Welch, com sua voz marcante, canta canções sobre mágoas, traumas e inspirações, com o piano, o baixo e a bateria como instrumentos predominantes na maioria das músicas.

A faixa de abertura “June” fala sobre o uso de entorpecentes. Em um verso, ela canta “Eu ouço seu coração batendo em seu peito, o mundo diminui até que não sobra nada“. Este disco, inclusive, foi o primeiro em que a cantora gravou totalmente sóbria, o que reflete nas suas letras mais pessoais. “Me tornei mais vulnerável e fui um passo adiante da metáfora. Isso criou uma criatividade corajosa. Eu pensei, ‘Está tudo bem se eu me mostrar’.”, disse ela em uma entrevista ao The New York Times.

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Outro assunto difícil abordado é o distúrbio alimentar que Florence enfrentou na adolescência, relatado na faixa “Hunger“. A sua adolescência é revivida novamente, dessa vez de uma perspectiva mais otimista, na nostálgica “South London Forever”. Em seguida vem a ótima “Big God“, que ganhou um videoclipe belíssimo; e a melancólica “Sky Full Of Song“, o primeiro single promovido.

Em “Grace” ela pede perdão a sua irmã pelo comportamento dela no passado, quando ela estava alcoolizada. “Me desculpe, eu arruinei seu aniversário que você completou 18 anos, e o sol apareceu, e eu estava me comportando de maneira estranha“, canta. “Patricia”, uma das minhas favoritas do disco, é uma homenagem a Patti Smith, a quem ela admira muito. A atmosfera religiosa está bem presente em “100 Years”, e já na emocionante “The End Of Love” ela fala sobre uma tragédia ocorrida em sua família, o suicídio da sua avó. A bela balada “No Choir” encerra o álbum.

High As Hope, apesar de ter temas tão pesados, não é uma obra triste, mas sim esperançosa. É como se aqui Florence tivesse exorcizado seus demônios e ficado em paz consigo mesma. Fica aqui meus parabéns à essa banda que tem, até agora, uma ótima discografia, onde todos os trabalhos são acima da média. Que continuem assim.

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Filme: Homem-Formiga e a Vespa

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Depois de Vingadores: Guerra Infinita, todos ficaram se perguntando o paradeiro de Scott Lang (Paul Rudd), que não apareceu por lá. A esperança pela resposta estava no novo filme do herói, Homem-Formiga e a Vespa, desta vez dividindo o protagonismo com a sua nova parceira, Hope Van Dyne (Evangeline Lilly).

Na trama, Scott está em prisão domiciliar, uma consequência dos acontecimentos mostrados em Capitão América: Guerra Civil. Faltando apenas três dias para a sua pena acabar, ele tem um estranho sonho com Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original e mãe da Hope, que está desaparecida no mundo quântico. Scott então contata a filha e seu pai Hank Pym (Michael Douglas) e acaba sendo envolvido na nova missão deles: construir um túnel quântico para resgatar Janet.

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Dirigido por Payton Reed, o filme tem pitadas de romance, muita ação, mas é majoritariamente uma comédia. E das boas. Repetindo a dose do primeiro longa do herói, Homem-Formiga, de 2015, aqui nós vemos o Paul Rudd, que também foi um dos roteiristas, fazendo o que sabe fazer de melhor, e Michael Peña brilhando mais uma vez, arrancando gargalhadas dos espectadores. Há um cena de Peña que é bem semelhante à do outro filme, mas, sério, dessa vez ele se superou.

A vilã da trama, Fantasma (Hannah John-Kamen), até tem uma história interessante e motivações críveis, mas é uma personagem esquecível. O que até faz sentido, pois o grande objetivo dos super-heróis não é derrotar um super-vilão para salvar a humanidade, mas sim o resgate de Janet, e a inimiga é apenas uma pedra no meio do caminho, e que garante as cenas de luta do filme.

Os efeitos especiais das cenas no mundo quântico estão perfeitos e foram muito bem explorados. A primeira cena pós-crédito é indispensável. Homem-Formiga e a Vespa é um ótimo entretenimento, mantém o nível dos outros filmes da Marvel e é ainda melhor que o primeiro. Muito bom.

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Top 5: Adaptações cinematográficas da Marvel Comics

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A estreia dos personagens da Marvel no formato audiovisual foi em 1986, com a criticada animação Howard, O Super-Herói. De lá para cá, as coisas mudaram bastante. Nos anos 2000 as trilogias dos X-Men e do Homem-Aranha fizeram muito sucesso, e a partir de 2008, as adaptações de história em quadrinhos para o cinema atingiu um outro patamar, com o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Listo abaixo os meus cinco filmes favoritos da Marvel:

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5. Homem-Formiga (2015)

No filme de origem do segundo Homem-Formiga dos quadrinhos, o Dr. Hank Pym, a fim de proteger sua tecnologia, delega a Scott Lang, um ex-presidiário, um traje especial que dá o poder do encolhimento, força sobre-humana, e a capacidade de controlar um exército de formigas. O enredo bem amarrado, o humor na medida certa, e a relação entre pai e filha são os pontos fortes do longa. E uma menção especial para o protagonista Paul Rudd e o coadjuvante Michael Peña, que são uma ótima dupla cômica.

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4. X-Men: Primeira Classe (2011)

Durante a Guerra Fria, Charles Xavier e Erik Lensherr se conhecem e se tornam amigos, pois tem algo em comum: os dois são mutantes. Enquanto o mundo está a beira de um colapso devido à ameaça da guerra nuclear, eles juntam forças com outros mutantes para tentar salvar a humanidade. É muito bom ver nas telas o surgimento desse grupo de heróis tão icônicos. O elenco também é excelente, com destaque para James McAvoy, Michael Fassbander e Jennifer Lawrence.

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3. Capitão América: O Soldado Invernal (2014)

Steve Rogers está se adaptando ao mundo moderno e trabalhando na organização S.H.I.E.L.D., quando um de seus colegas é atacado. Ele se vê no meio de uma rede de intrigas, e com a ajuda de seus aliados Viúva Negra e Falcão Negro, tenta solucionar o problema e lidar com um inimigo inesperado: o Soldado Invernal. Inspirado nos melhores filmes de espionagem, o segundo longa-metragem do supersoldado acabou se tornando um dos favoritos dos fãs.

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2. Logan (2017)

O ano é 2029. Os mutantes estão entrando em extinção. Uma organização está transformando crianças mutantes em assassinas. O envelhecido Professor Xavier pede ao cansado e decadente Wolverine para proteger a todo custo a jovem Laura Kinney, que também é conhecida como X-23. Por ser um drama com elementos de faroeste e road movie, é um dos filmes mais diferentes do gênero. Foi uma despedida digna a esse personagem tão querido.

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1. Vingadores: Guerra Infinita (2018)

O grande encontro entre os super-heróis mais famosos da Marvel e o já inesquecível vilão Thanos, que foram desenvolvidos ao longo de dez anos em dezoito filmes, foi um marco para os fãs das HQs. Na história, Thanos coleta as Joias do Infinito para dizimar metade da população, pois ele acredita que essa é a única forma de devolver o equilíbrio ao universo. O protagonismo inédito de um vilão em um filme do gênero é um dos pontos fortes do longa, além dos tão esperados crossovers entre heróis, as cenas chocantes, e o desenrolar da trama. É sem dúvida a melhor obra do MCU. E não à toa, já é a quarta maior bilheteria da história do cinema.

 

 

 

 

Música: Liberation – Christina Aguilera

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A nova-iorquina Christina Aguilera lançou no último dia 15 o seu oitavo álbum de estúdio, após um hiato de seis anos. Em seu trabalho mais relevante desde Back To Basics, de 2006, a cantora parece renovada e mostra a todos que ainda é aquela artista poderosa dos anos 2000. O disco bebe de duas fontes principais, o R&B e o hip-hop, e seguindo o protocolo que todas as cantoras de pop seguem hoje em dia, há várias colaborações com rappers.

Se tratando de Aguilera, sempre podemos esperar alguns interlúdios em seus discos, e com este não é diferente. Dois desses abrem o álbum, a faixa-título “Liberation”, seguida de “Searching For Maria”. A primeira música de fato é “Maria”, que foi produzida pelo polêmico Kanye West e contém samples de Michael Jackson. Maria é também o nome do meio da artista, o que dá um significado ainda mais forte à essas músicas.

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Aparentemente, a experiência que a cantora teve como treinadora no reality show The Voice não foi muito boa, como ela canta em “Sick Of Sittin'”, a mais diferente do álbum, que adquire um som mais rock ‘n’ roll por causa da guitarra presente. “Fall In Line“, em parceria com Demi Lovato, é uma poderosa canção feminista. Em um dos trechos, ela canta “Neste mundo, você não está em dívida, você não deve a eles, seu corpo e sua alma“. A dobradinha de músicas mais sensuais vem com “Right Moves”, com uma sonoridade mais reggae, e a ótima “Like I Do“.

As baladas geralmente são as mais marcantes dos trabalhos de Aguilera, especialmente por causa da sua voz potente. Aqui temos “Deserve”, na qual ela fala sobre um relacionamento complicado, a belíssima “Twice“, em que questiona o significado da vida, e “Unless It’s With You”, uma melancólica declaração de amor. O primeiro single lançado para promover o disco, “Accelerate”, que também foi produzida por West, é inovadora – ao menos para o estilo da artista. Uma ótima canção, que gruda na cabeça, e a colaboração dos rappers Ty Dolla $ign e 2 Chainz faz toda a diferença.

Parece clichê dizer, mas é realmente um trabalho de ressurgimento e renascimento artístico. Com ele, ela avisa a todos que a diva do pop e uma das maiores vozes de sua geração está de volta, mais livre como nunca e talentosa como sempre.

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