Filme: Vingadores – Guerra Infinita

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Há dez anos atrás a Marvel Studios, presidida por Kevin Feige, lançou o filme Homem de Ferro, o que seria a estreia de uma das franquia mais bem-sucedidas do cinema. O MCU (Marvel Cinematic Universe), foi responsável não só pela felicidade dos fãs de quadrinhos, em poder ver seus super-heróis favoritos na grande tela, mas também em introduzir um público mais jovem a esse universo das HQs.

O grande ápice dessa história que acompanhamos desde 2008 é o filme Vingadores: Guerra Infinita. Dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, a trama fala sobre um grupo de heróis que unem forças para tentar derrotar Thanos, uma criatura que está coletando as Joias do Infinito (pedras cósmicas imensamente poderosas) a fim de dizimar metade da população do universo.

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Com tantos personagens de peso na história, uma das coisas mais aguardadas pelos fãs era o encontro inédito entra vários deles, e não se decepcionaram. A dinâmica entre Doutor Estranho e Homem de Ferro foi muito interessante, e o Thor rendeu momentos hilários junto com os Guardiões da Galáxia, especialmente depois da repaginada que o deus nórdico recebeu em seu último filme solo, Thor: Ragnarok. Ele, inclusive, foi um dos pontos altos da trama. A grande quantidade de personagens teve também seu lado negativo, como alguns dos heróis mais icônicos não terem recebido tanta atenção no roteiro, que foi o caso do Capitão América.

Então, foi um acerto dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely terem focado mais no vilão, que ainda não conhecíamos muito bem, pois ele só havia aparecido rapidamente em outros filmes da saga. Nos é mostrado mais sobre a relação entre Thanos e sua filha Gamora, e sobre o motivo por trás de suas ações. O objetivo dele até que é crível e nobre, o problema é a maneira que ele decidiu realizá-lo.

O filme já começa com uma cena surpreendente, mantém o ritmo – não tem muita enrolação, tudo vai acontecendo rapidamente. E o final tem um tom bem diferente dos outros filmes do gênero. Com certeza, será lembrado como uma das melhores obras dessa grande saga do universo cinematográfico da Marvel. E que venham os próximos.

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Livro: Clube da Luta

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O romance de 1996 conta a história de um homem amargurado, que devido ao estresse e ao jet lag das constantes viagens a trabalho, sofre de insônia. Ele então começa a frequentar grupos de apoio para pessoas com doenças terminais, pois todo aquele sofrimento ajuda a aliviar a sua condição. Mas sua vida muda ao conhecer duas pessoas: Marla Singer e, especialmente, Tyler Durden, um dos personagens mais interessantes.

É ele quem cria o tão famoso Clube da Luta, no qual vários homens se reúnem durante a madrugada em algum local escondido para lutarem uns com os outros a fim de descontar suas frustrações do dia-a-dia e da vida, e que possui regras como “Você não fala sobre o Clube da Luta” e “As lutas duram o quanto tiverem que durar”. Responsáveis pelo clube clandestino, o relacionamento dos dois leva a um caminho sem volta.

O autor, o estadunidense Chuck Palahniuk, nos mostra em seu livro de estreia o que algumas pessoas estão dispostas a fazer para protestar contra toda falácia, hipocrisia e crueldade da sociedade capitalista. Há personagens complexos, cenas violentas, acontecimentos hilários e incômodos, questionamentos e imposição ao sistema.

A narrativa, que pode ser classificada como ficção transgressiva, não é das mais convencionais e pode incomodar um pouco até que se acostume com o ritmo, mas vale a pena. Esta foi a minha primeira leitura do gênero, e me agradou muito, principalmente pela mensagem que a obra passa.

Clube da Luta acabou se tornando tudo o que ele critica. A história foi parar em Hollywood, e a partir daí, virou um produto de consumo de massa. Foi lido, comprado e consumido tal qual a felicidade embalada citada nele. E isso só o torna ainda mais icônico.

Por que será que vivemos trabalhando para produzir o que não consumimos e, em troca disso, consumimos o que não nos é útil e temos o que não utilizamos, e, por fim, nunca estamos satisfeitos?

Top 5: Discos de rock dos anos 90 (internacional)

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Foto: Jeff Kravitz

Ah, os anos 90… sempre digo que gostaria de ter nascido nos anos 70, só para ter vivido minha juventude nessa época. Muitas coisas me dão uma nostalgia de algo que não vivi (afinal, eu era apenas uma criancinha), mas a principal é com certeza a música dessa década. A minha banda favorita, Green Day estourou em 1994; o meu gênero musical favorito, o rock, reinava; e o melhor subgênero deste, o grunge, conheceu os holofotes também nessa época, gerando uma das bandas mais famosas do mundo: Nirvana.

Estes são os meus discos internacionais de rock favoritos da década de 1990:

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5. Definitely Maybe – Oasis

O álbum de estreia da maior banda de britpop foi lançado em 1994, tendo ótimos resultados nas vendas e uma boa recepção da crítica. Ele foi também o responsável  por devolver à Inglaterra o posto de grande expoente do rock, alguns meses depois da morte de Kurt Cobain. Minhas canções favoritas são Live Forever, Supersonic e Cigarettes & Alcohol.

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4. Nimrod – Green Day

Não, não é o Dookie (que também é ótimo, é claro). O disco de 1997 foi recebido com alguns narizes torcidos por parte dos fãs que estavam acostumados com aquele punk furioso e rápido. Ele ainda está presente neste trabalho, mas há também alguns elementos nunca antes utilizado pela banda, como ska, surf music, death metal e até uma balada. Destaco as músicas Hitchin’ A Ride, Platypus (I Hate You) e King For A Day.

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3. The Bends – Radiohead

O segundo álbum lançado pela banda inglesa, em 1995, é um dos favoritos dos fãs e da crítica especializada até hoje. As belas melodias em conjunto com as guitarras e as letras melancólicas, que são a marca registrada do Radiohead, fazem desse disco um dos melhores da década. The Bends, High and Dry e Just são as músicas mais marcantes para mim.

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2. Californication – Red Hot Chili Peppers

Saímos da melancolia de Londres e paramos na ensolarada e intensa Los Angeles. Esse é certamente o trabalho mais famoso do quarteto californiano, e não é à toa. Lançado em 1999, o Californication marcou o retorno do guitarrista John Frusciante à banda, o que influenciou muito na qualidade e sonoridade das canções. Entre elas, Parallel Universe, Scar Tissue, e o grande hit Californication.

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1. Nevermind – Nirvana

Kurt Cobain foi o grande rockstar dos anos 90, e o segundo álbum lançado por sua banda, em 1991, foi o pontapé inicial de toda essa fama. Mostrando o melhor, mais sujo e mais pop grunge de Seattle, o Nevermind fez história. Uma geração cresceu ouvindo Nirvana, e hoje todos conhece aquela capa icônica do disco. Músicas como Smells Like Teen Spirit, Come As You Are e Lithium não passam despercebidas por nenhum fã do gênero.

Livro: Misto-Quente (1982)

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O quarto romance escrito pelo teuto-estadunidense e famoso Charles Bukowski é basicamente uma autobiografia. Nela vamos acompanhar a infância, adolescência, e início da vida adulta do seu alter ego Henry Chinaski, um garoto nascido na Alemanha, que mora em Los Angeles com sua mãe e seu pai extremamente autoritário, durante a recessão pós 1929.

Henry teve uma infância ruim, onde não recebia quase nenhum tipo de amor e carinho de seus familiares, sofrendo inclusive agressões físicas e psicológicas por parte de seu pai, além de toda a sua família sofrer com a pobreza, algo que era mais do que comum na época.

Durante a adolescência, todos esses problemas se agravaram e ainda surgiu outro que o marcou muito (literalmente), que foi a acne. O caso dele era tamanho, que foi necessário passar por tratamentos médicos no hospital público da sua cidade. Devido a isso, ele tinha poucos amigos e não conseguia se relacionar com garotas, tornando-se cada vez mais amargurado, bruto e solitário. Mas foi também nessa época em que ele encontrou duas paixões: os livros e a escrita.

Durante a leitura é possível entender muito bem tudo o que o protagonista sente, toda a raiva, e até todas as coisas que ele diz e faz que não são nem um pouco éticas ou respeitosas. Ele apenas tornou-se o fruto do meio em que viveu. Não é um livro para todos. Ele é intenso, nojento, desrespeitoso, angustiante, melancólico, e isso pode afastar leitores mais sensíveis e que não estão acostumados com esse Realismo sujo.

Mas é impossível não ser tocado em passagens como “Era bom estar solitário num lugarzinho, sentado, fumando e bebendo. Sempre tinha sido um boa companhia para mim mesmo.” (p. 306)

Filme: Lady Bird (2017)

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Christine McPhearson é uma adolesecente que está no último ano do colégio católico em que estuda, e mora com seus pais, o irmão, e a namorada dele no subúrbio de Sacramento, Califórnia. Parece uma história bem clichê, e é mesmo. Mas são os detalhes que a deixam especial.

A protagonista, que é interpretada por Saoirse Ronan, é uma personagem muito interessante e divertida. Apesar de vir de uma família humilde, e de todo o desencorajamento, ela sonha em fazer uma boa faculdade em Nova York, é comunicativa, intensa, e deu a si mesmo o nome de Lady Bird. A relação complicada com sua mãe é o foco da história, onde pode-se vê-las em momentos de plena harmonia e, um segundo depois, de gritos gratuitos entre elas (e vice-versa).

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Misturando drama com comédia, a trama nos mostra sua jornada de amadurecimento e toda a positividade de garota, mas também seus momentos ruins, como a vergonha que ela sente por não ser rica e viver numa casa “legal”, como seus colegas, e também suas decepções com garotos.

A estreia como diretora de Greta Gerwig – que também escreve e empresta fatos da sua vida ao enredo – é uma bela obra sobre ser adolescente e se tornar adulto, e sobre relação entre mãe e filha. Com um ótimo elenco, o destaque vai para Ronan e Laurie Metcalf, que interpreta a mãe.

A trilha sonora nos leva numa viagem no tempo de volta à 2002/2003. Quem foi adolescente nessa época, vai se identificar muito. Por falar em identificação, há questões da vida adolescente que acontece a todos, não importa a época em que se viveu, e é impossível não se ver em pelo menos uma cena no lugar de Christine/Lady Bird. Por fim, é uma ótima experiência ver o mundo através dos olhos sonhadores dela.

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Música: Concrete and Gold – Foo Fighters

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O nono álbum de estúdio da banda americana Foo Fighters, lançado no dia 15 de setembro deste ano, segue a sonoridade característica do sexteto, sem dar espaço para experimentações ou inovações. E mandaram muito bem, pois tudo o que um fã da banda quer escutar é algo que realmente soe como o Foo Fighters.

Podemos dividir este álbum em duas partes. A primeira parte é onde há as melhores músicas e a segunda parte tem umas canções mais mornas, mas não necessariamente ruins.

Após uma introdução descartável com T-Shirt, vem Run, uma das melhores e mais explosivas, que foi o primeiro single e que também ganhou um videoclipe bem divertido. Em seguida temos Make It Right, que tem participação de Justin Timberlake, fazendo um discreto backing vocal. The Sky Is A Neighborhood, o segundo single e ponto alto do disco, é uma balada poderosa que precede La Dee Da, outra música explosiva e com os gritos de Dave Grohl.

Dirty Water lembra muito os primeiros trabalhos da banda, de meados dos anos 90, e Arrows tem uma letra muito bonita. A partir de Happy Ever After (Zero Hour), que é uma balada bem chatinha, é quando a qualidade cai um pouco. Sunday Rain conta com Paul McCartney na bateria, e por isso esperava-se mais desta canção. The Line, terceiro single, já é um pouco melhor, e o álbum encerra com a faixa-título Concrete and Gold, que tem participação de Shawn Stockman, do Boyz II Men, fazendo também o backing vocal.

É sempre bom saber que existem bandas que mesmo depois de tanto tempo continuam fazendo o gênero musical que sempre seguiram – neste caso, o rock – mantendo a essência e suas raízes. Os fãs agradecem.

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Top 5: Séries de comédia

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Às vezes nós só precisamos descansar a cabeça e assistir uma coisa divertida. Não sou a maior fã de comédia, a maioria das séries que assisto são de outros gêneros, mas essas cinco aqui me conquistaram e me fizeram dar boas gargalhadas.

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5. How I Met Your Mother

A série é narrada por Ted Mosby 25 anos mais tarde, quando ele conta aos seus filhos a história de como conheceu a mãe deles. Ao longo de nove temporadas, acompanhamos a vida do protagonista e de seus amigos Marshall, Lily, Robin, e Barney – este último, uma das grandes polêmicas da série. Uma hora eu estava me acabando de rir com ele, e na outra eu apenas queria matá-lo.

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4. Modern Family

Jay Pritchett é o pai de Claire e Mitchell, e é casado com a colombiana Gloria, que tem um filho pré-adolescente chamado Manny. Claire é casada com Phill, e eles têm três filhos: Haley, Alex e Luke. E Mitchell é casado com Cameron, e juntos eles adotam a bebê Lily. Então, a série é sobre todos eles. Ela ganhou o Emmy de melhor série cômica por cinco anos consecutivos.

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3. Grace and Frankie

Original da Netflix, este drama cômico conta a história de Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin), duas setentonas que têm que morar juntas depois de um caso inesperado: seus respectivos maridos assumiram sua homossexualidade, pediram o divórcio, e querem se casar um com o outro. As duas são completamente diferentes, mas dessa situação nasce uma excêntrica amizade. Além disso, a série quebra vários tabus sobre a terceira idade.

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2. New Girl

Jessica Day (Zooey Deschanel), uma jovem doce e peculiar, sofre uma desilusão amorosa e vai acabar morando em um apartamento com mais três caras: Schmidt, um conquistador de primeira; Nick, um barman; e Winston, um ex-jogador de basquete. Os quatro colegas de quarto desenvolvem uma amizade, juntamente com Cece, melhor amiga de infância da protagonista.

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1. Friends

Essa todo mundo conhece… a série gira em torno de um grupo de seis amigos que moram em Nova York – Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phoebe e Joey – e podemos acompanhá-los ao longo de dez anos. Amadurecimento, trabalho, romances, amizade, tudo com muitas situações hilárias. É com certeza a mais conhecida do gênero, tendo ganho vários prêmios Emmy e um Globo de Ouro.